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Após 240 anos de reinado, a única monarquia hindu do mundo tornou-se a República Democrática Federal do Nepal. Poucos dias após a saída do rei do palácio, este foi transformado no Museu Narayanhiti.
O povo viveu por muito tempo em um clima de tensão. Havia constantes disputas entre a antiga monarquia e os rebeldes maoístas do país, que desejavam estabelecer um regime comunista.
Hoje, o país ainda está em seus primórdios rumo a uma democracia multipartidária, mas um passo significativo foi dado em 20 de setembro de 2015, com a promulgação da primeira Constituição do Nepal. O momento político é de novos começos.
A cultura nepalesa reflete a diversidade étnica do país, embora o hinduísmo exerça grande influência nos costumes, visto que 80% da população é hindu. O budismo também influencia e se mescla com as práticas hindus (cerca de 10% dos praticantes). O budismo acredita que Buda nasceu no Nepal.
O ano nepalês começa em meados de abril e é dividido em 12 meses. O sábado é o dia oficial de descanso. A moeda oficial é a rupia nepalesa e o idioma oficial é o nepalês, mas o inglês é considerado uma segunda língua.
Da população do Nepal é hindu.
A capital é Katmandu. A população é de mais de 29 milhões de habitantes, o que faz do Nepal um dos países com maior densidade populacional do mundo – mais de 200 habitantes por quilômetro quadrado.
É considerado um país pobre, com aproximadamente 25,2% da população nepalesa vivendo abaixo da linha da pobreza, segundo dados divulgados pelo Banco Mundial. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é considerado um dos mais baixos do mundo, comparável ao de muitos países africanos.
Estatísticas recentes indicam que 69% da força de trabalho do Nepal está na agricultura, 12% na indústria e 19% em serviços. A renda média anual per capita é de US$ 2.700.
Dados de acordo com https://www.indexmundi.com/nepal
Apesar de sua rica beleza natural, biodiversidade e da cordilheira do Himalaia — lar do Monte Everest —, o Nepal enfrenta graves escassez de água, eletricidade e infraestrutura devido a problemas políticos e estruturais. A limitada capacidade hidrelétrica, a má distribuição de água, as estradas inadequadas e o fraco desenvolvimento industrial restringem o crescimento econômico e as exportações, deixando a maior parte da produção em nível de subsistência.
As áreas urbanas sofrem com a precariedade da infraestrutura, agravada pela reconstrução em curso após o terremoto de 2015. Embora os índices de crimes violentos sejam baixos, o Nepal enfrenta sérios problemas sociais, como violência doméstica, abuso infantil e tráfico de pessoas.